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Esforço não precisa significar sofrimento

  • Foto do escritor: Bruna Barbosa Ribeiro
    Bruna Barbosa Ribeiro
  • há 5 dias
  • 1 min de leitura


Muitas pessoas cresceram aprendendo, de forma explícita ou implícita, que tudo o que vale a pena precisa ser muito difícil. Com o tempo, essa ideia pode se transformar em uma crença: "Se eu não estiver me esforçando ao máximo, não vou conseguir" ou "Só mereço algo quando sofro para conquistá-lo."


Essa crença pode fazer com que a pessoa desconfie dos caminhos mais simples, sinta culpa ao descansar e acredite que precisa estar constantemente se sacrificando para provar seu valor. Como consequência, acaba trabalhando além do necessário, assumindo mais responsabilidades do que consegue suportar e negligenciando as próprias necessidades.


É importante diferenciar esforço de sofrimento. Todo objetivo exige dedicação, disciplina e persistência. Mas isso não significa que precise ser acompanhado de exaustão, culpa ou renúncia constante. Esforçar-se é investir energia em algo importante. Sofrer, por outro lado, não é um pré-requisito para o sucesso.


Na Terapia Cognitivo-Comportamental, investigamos de onde surgiram essas crenças e avaliamos se elas ainda fazem sentido na vida atual. Muitas vezes, percebemos que elas foram úteis em algum momento da história, mas hoje acabam limitando o bem-estar e favorecendo o esgotamento.


Construir uma crença mais flexível não significa abandonar o comprometimento. Significa reconhecer que é possível alcançar objetivos com constância, estratégia e autocuidado. Afinal, o valor de uma conquista não é determinado pelo tamanho do sofrimento que ela exigiu, mas pelo significado que ela tem para quem a vive.


Psicóloga Bruna Barbosa Ribeiro - CRP 06/132943

 
 
 

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