Planejar 2026 com gentileza e realidade
- Bruna Barbosa Ribeiro

- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Planejar um novo ano não precisa ser um exercício de controle nem uma lista extensa de promessas difíceis de cumprir.
Planejar pode ser, antes de tudo, um gesto de cuidado, um jeito de olhar para o que se deseja viver com mais consciência e menos rigidez.
Um planejamento realista começa reconhecendo quem você é hoje.
Não a versão ideal, não quem você “deveria” ser, mas quem você é agora: com seus limites, recursos, cansaços e vontades possíveis.
Quando o planejamento ignora isso, ele vira cobrança. Quando inclui isso, ele vira sustentação.
Antes de pensar no que você quer fazer em 2026, vale se perguntar:
"como eu quero me sentir vivendo esse ano?"
Mais calma? Mais presença? Mais constância? Mais espaço para o descanso?
Sentimentos são bons guias, eles ajudam a escolher metas que façam sentido, e não apenas que pareçam bonitas no papel.
Algumas dicas práticas para um planejamento mais gentil:
• Troque metas rígidas por direções.
Em vez de “vou fazer X todos os dias”, experimente “quero me aproximar de X sempre que for possível”. Direções acolhem os dias bons e os dias difíceis.
• Planeje menos, sustente mais.
Poucas escolhas bem cuidadas costumam ser mais possíveis do que muitas metas abandonadas no meio do caminho. Pergunte-se: o que é essencial para mim agora?
• Inclua pausas no planejamento.
Descanso, lazer e silêncio não são intervalos improdutivos, são partes do processo. Um ano sem espaço para pausar tende a se tornar pesado rapidamente.
• Considere sua energia, não só seu tempo.
Nem tudo cabe em todos os momentos. Há dias de avançar e dias de preservar. Planejar também é saber quando desacelerar.
• Revise com gentileza ao longo do ano.
Planejamento não é contrato. É um documento vivo. Ajustar rotas não significa fracassar, significa escutar a realidade.
Planejar 2026 com acolhimento é permitir que o ano seja vivido, e não apenas cumprido.
É entender que constância não é rigidez, e que cuidado não se mede por produtividade.
Que seu planejamento seja um aliado, não um juiz.
Que ele te acompanhe como um mapa flexível, e não como uma cobrança silenciosa.
E que, ao longo do ano, você possa sempre voltar à pergunta mais importante:
"isso ainda faz sentido pra mim?"
Planejar, no fim das contas, é escolher estar presente no caminho, um passo possível de cada vez.
Psicóloga Bruna Barbosa Ribeiro - CRP 06/132943





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