Talvez o problema não seja a sua produtividade, seja a sua hidratação
- Bruna Barbosa Ribeiro

- há 1 dia
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Beber água é um hábito tão simples que, muitas vezes, subestimamos o impacto que ele tem sobre a nossa capacidade de pensar, trabalhar e tomar decisões ao longo do dia. No entanto, a ciência é clara: hidratação adequada está diretamente associada à melhora da atenção, da memória, do humor e da performance cognitiva.
O cérebro humano é composto majoritariamente por água. Quando o corpo entra em leve estado de desidratação, algo que pode acontecer após poucas horas sem ingestão de líquidos, o funcionamento cerebral começa a perder eficiência. Pesquisas em neurociência e fisiologia mostram que a desidratação leve já é suficiente para gerar fadiga mental, dificuldade de concentração, lentidão no raciocínio e maior irritabilidade.
Isso aparece no cotidiano de forma muito concreta.
Você acorda, toma café, sai para trabalhar e passa a manhã inteira sem beber água. No meio da manhã, sente a mente mais lenta, dificuldade de manter o foco em uma tarefa e uma leve dor de cabeça. Pode parecer apenas cansaço ou falta de motivação, mas muitas vezes é o cérebro operando com menos recursos por falta de hidratação.
A água participa de processos fundamentais para o funcionamento cognitivo:
– transporte de nutrientes e oxigênio para o cérebro;
– regulação da temperatura corporal;
– equilíbrio dos neurotransmissores;
– manutenção da atenção e da clareza mental.
Quando há baixa hidratação, o corpo precisa “economizar energia”. Como consequência, a capacidade de sustentar foco, resolver problemas e tomar decisões fica prejudicada. O cérebro entra em um estado de maior esforço para tarefas que antes seriam simples.
No trabalho, isso pode se manifestar em pequenas situações:
– dificuldade de se concentrar em uma reunião longa;
– leitura mais lenta e menos compreensão;
– aumento da irritação com demandas simples;
– queda de energia no meio da tarde;
– sensação de “mente nublada”.
Muitas pessoas interpretam esses sinais como estresse ou falta de disciplina, quando, na verdade, o corpo está apenas pedindo água.
Há também um impacto emocional. Estudos mostram que a desidratação pode aumentar a sensação de tensão, ansiedade e cansaço. Isso acontece porque o cérebro interpreta a falta de água como um estado de alerta fisiológico. Um corpo em alerta constante tem menos recursos disponíveis para criatividade, produtividade e bem-estar.
No cotidiano, melhorar a hidratação é uma das formas mais simples de sustentar desempenho mental. Beber água ao acordar, manter uma garrafa por perto durante o trabalho e fazer pausas breves para hidratar-se são estratégias pequenas, mas consistentes.
Não se trata de transformar a vida em busca de produtividade extrema, mas de oferecer ao corpo condições básicas para funcionar bem. Um cérebro hidratado pensa com mais clareza, regula melhor as emoções e sustenta energia por mais tempo.
Às vezes, a diferença entre um dia arrastado e um dia com mais presença e foco não está em técnicas complexas de performance, mas em algo muito essencial: lembrar de beber água ao longo do caminho.





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